14.4.10

Estrela da música cristã anuncia que é lésbica


LOS ANGELES - Uma estrela ascendente no cenário da música cristã americana está chamando a atenção pública com uma nova identidade, após uma ausência misteriosa de sete anos. Jennifer Knapp não apenas está lançando um novo álbum como está "saindo do armário", termo que a cantora e compositoraindicada ao Grammy considera "muito bizarro" neste momento em que ela relança sua carreira musical, com certo nervosismo. A cantora de 36 anos, natural do Kansas e que saía com homens em sua época de faculdade, está preparada para uma reação negativa por parte de fãs religiosos que, ao longo dos anos, sempre fizeram questão de desmentir rumores sobre sua sexualidade. Mas ela reage às provocações com bom humor. "Ando ganhando muito mais piscadelas de garotas (em seus concertos) do que no passado!", disse à Reuters. Não há registros de outra cantora tão famosa quanto Jennifer no gênero da música cristã que seja abertamente homossexual. No passado, a indústria musical cristã desaprovava os artistas que se desviavam do padrão. Rádios e lojas no varejo se apressaram a abandonar Sandi Patty e Michael English nos anos 1990, quando ambos admitiram terem tido casos extraconjugais (separados). Amy Grant também foi parar na lista negra quando se divorciou, mais tarde na mesma década. Todos foram perdoados desde então, em maior ou menor grau. Por isso, Jennifer Knapp está adotando uma postura preventiva. Ela gravou um álbum para o grande público e não está tentando promovê-lo especificamente junto a rádios e varejistas cristãos. "Eu acharia uma falta de respeito dizer 'ei, isto é algo que você vai querer colocar na sua loja ao lado da estatueta de Jesus'", disse ela. "Seria falsa ingenuidade tentar convencer alguém de que precisa fazer isso." Mesmo assim, Knapp se considera "uma pessoa de fé" e rejeita a sugestão de que esteja dando as costas à igreja, acusação que prejudicou artistas como Sam Cooke e Aretha Franklin quando eles deixaram o gospel para trás para buscar o estrelato pop. Como artista para o grande público que quer se promover no nicho de álbuns adultos alternativos - ao lado de gente como o U2 e a também lésbica Melissa Etheridge -, foi sugerido a Jennifer que, depois de "renascer em Cristo", ela tenha renascido mais uma vez. "Talvez eu devesse ter dado esse título ao álbum", disse ela, que acabou optoando por "Letting go". O álbum será lançado em 11 de maio através da distribuidora independente RED, pertencente à Sony Music. Será seu quarto álbum, e o primeiro desde "The Way I Am", de 2001, que recebeu uma indicação ao Grammy de melhor álbum de rock gospel. Desde seu álbum de estreia, "Kansas", de 1998, Knapp já vendeu cerca de 1 milhão de álbuns. Ela viajava constantemente em turnê e fez parte da turnê Lilith Fair 1999. Recebeu quatro Dove Awards, os prêmios mais importantes da música gospel. Mas, cada vez mais exausta e desanimada, Knapp foi viver a fantasia de muitas pessoas que trabalham demais: abandonou tudo e foi viajar pelo mundo. Ela terminou na Austrália, tornou-se cidadã desse país e agora pretende passar a maior parte de seu tempo ali. Durante o período que passou longe dos holofotes, a cantora passou por uma espécie de crise da meia-idade precoce que a levou a reavaliar sua fé, sua sexualidade e seu trabalho. Fazer música era a última de suas preocupações. Antes de conhecer sua namorada, nos Estados Unidos, ela foi celibatária durante dez anos. Jennifer disse que isso condiz com a expectativa geral em relação aos membros não casados da comunidade evangélica. Embora diga que ainda respeita as pessoas que se abstêm do sexo não conjugal, ela disparou: "Qualquer pessoa que tenha passado uma década celibatária tem 'perdedor completo' estampado em suas costas". Apesar das atenções voltadas para sua nova identidade sexual, Jennifer não se vê como ativista na comunidade gay. Ela protege com firmeza sua privacidade e a de sua namorada, "que não quer ser famosa de nenhuma maneira". Embora seja inevitável que os fãs estudem as canções em busca de pistas sobre sua nova vida amorosa, Jennifer afirmou que nunca compõe canções sobre pessoas específicas. Mesmo assim, ela fala com franqueza no primeiro verso da faixa "Inside": "Sei que vão me enterrar antes de ouvirem a história inteira". "Espero que essa contestação seja vista como humildade", ela explicou. "Se existe alguma frustração, é por tentar romper com cortesia o jugo de ter que ser algo que não consigo, dizendo com toda humildade: 'Por favor sejam gentis comigo quando descobrirem a verdade'. É tudo o que você pode fazer."

26.3.10

"Só Propaganda"...

Pastor prega o perdão em frente a fórum e revolta populares


Um pastor que começou a pregar em frente ao Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, revoltou as pessoas que estavam em frente ao local para acompanhar a movimentação do julgamento do casal Nardoni.

Dizendo para as pessoas ponderarem e não condenarem antecipadamente o casal, ele foi rapidamente cercado por populares que pedem a condenação de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. O homem precisou ser retirado do local pela Polícia Militar.
 Ele foi levado para uma entrada lateral do fórum.

12.2.10

Jesus crê em Deus




"Acredito em um único Deus. Tento buscá-lo e me conectar com a espiritualidade. Leio a Bíblia, livros de espiritismo... Seja qual for a crença, é importante acreditar em uma força maior” (Jesus Luz, modelo e DJ).

15.10.09

Determinação e Lembrança


Minha esposa diz que isso não é normal e, que não devo levar a sério, mas, sempre consegui lembrar detalhes das coisas, nomes, cheiros, ocasiões...
Lembro a primeira palavra que li e a primeira palavra que escrevi, com riqueza de detalhes; tenho bem claro na mente o cheiro da cozinha dos dois cômodos alugados de chão vermelhão, onde morávamos e de como, num passe de mágica o nome de minha mãe fez sentido quando juntei as letras.
E-L-I-Z-A-B-E-T-H!
Claro, lembro de outras coisas fáceis como primeiro beijo, primeira ida à praia, primeira frustração, primeira ejaculação, primeira cola na escola que, aliás, foi um desastre a professora viu e me pegou a primeira vergonha no colégio.
Lembro a primeira vez que meu pai puxou minha orelha!
Estávamos reformando a casa “nova” – (velha - até porque se fosse nova não teria reforma) - que ele tinha comprado, e como eu queria ser mestre de obra com quatro anos de idade, insistia em ajudar. Ele pediu apenas para ficar com uma mangueira verde e preta enchendo baldes com água e de repente me deu uma vontade de molhá-lo - foi suficiente para um belo puxão de orelha.
Lembro da primeira vez que resolvi ser educado e dar meu lugar para um senhor em um ônibus quando voltava do centro da cidade de Osasco - lembro inclusive do meu pensamento!
- Quero registrar a primeira vez que alguém me chamar de senhor!
- Quero degustar a sensação de envelhecer!
Não sou saudosista!
Registre-se aqui!
Apenas se me pergunta você se lembra?
Sei responder!
E estas lembranças, estes remember... São determinantes para dizer quem você é ou se tornou!
Como você é visto ou como você é percebido pelos outros e como isto diz pra onde você está indo!
Teoria barata - sei disto! Mas, esta reflexão se deu instantes após eu registrar um momento que certamente lembrarei daqui algum tempo!
Não vejo muito as coisas acontecerem e depois lembro que aconteceram em detalhes!
Comecei a gostar de leitura, por incrível que parece - lia por obrigação, aprendi a gostar dos livros e gosto mesmo.
Cerveja também era amarga e ruim até estes dias, hoje o paladar está menos adocicado, o que era amargo hoje faz parte dos momentos bons!
Fui ao oculista e ele decretou:
- Só tire os óculos para dormir!
Imagine, eu!
Não fiz os óculos, deve haver algum erro, ou esse cara deve ganhar uma porcentagem da ótica.
Bom...
Mas, que têm coisas que não enxergo de longe!
Tudo bem, como não tenho mais andado de ônibus, não preciso ler de longe; pelo menos era o que pensava até viajar e ter que andar quase 100 km a mais por não conseguir ler a placa da rodovia e passar a entrada.
De repente os óculos são importantes mesmo!
Ou não –
- Foi distração...
Não ia assumir que não enxerguei!
E no futebol, de habilidoso, claro, dentre os ruins porque se fosse sério o texto seria outro, viramos piada!
Com 5 minutos de jogo já penso em ir para o banco e desmaiar.
O apetite parece que aumenta com o passar do tempo,
Descobri porque depois que casamos não compramos mais roupas, nem cueca!
Fui comprar cuecas dia desses para mim, coisa que nunca fiz na vida, comprei do tamanho M, achei a G muito grande, minha esposa quase morreu de tanto rir quando tentei colocar a cueca que eu mesmo comprei, ela disse:
Essa cueca serve no teu sobrinho!
O cara tem sete anos de idade!
Ou seja, engordamos, por isso digo que o apetite aumenta – pelo menos, acho que me alimento na mesma quantidade de antes!
O endocrinologista, disse que a quantidade pode até ser a mesma, mas, para gastar a caloria não sou o mesmo!
Ridículo!
Ainda gasto energia da mesma forma, ou até mais diria!
Pelo menos fico mais cansado, tenho mais sono e conseqüentemente mais fome.
Quer saber, as fichas começaram a cair.
Não sou mais sobrinho – sou tio
Não sou mais filho, sou pai
Não mais namorado, sou marido
Na igreja sou o chato, quase nada é engraçado, tudo muito sério!
Mesmo me achando um cara divertido – me irrito com facilidade.
As prioridades mudaram - mulher bonita continua bonita, gostosa também, mas, a olhadinha da adolescência, que parecia arrancar um bicho de dentro da gente, controlou, nem é por problema na sexualidade, não efeminamos com passar do tempo, mas, temos outro olhar sobre o belo.
Será peso na consciência por termos sobrinhas, filhas e esposa?
Que seja;
Ainda acho que posso recomeçar a qualquer momento, posso simplesmente mudar de carreira, trocar de carro, de casa, de igreja, posso ir morar no exterior para aprender um novo idioma uma nova cultura,
Posso! Mas, não quero!
Lutei tanto para conseguir esta casa, o carro ainda resolve bem e mudar de cultura é um saco, português já é difícil!
Viajo hoje com a esposa, quero calma e tranqüilidade e reclamo de tudo, óbvio como não tenho grana para pagar pelos novos gostos, prefiro ficar em casa.
Como adolescente ficou insuportável...
Esta é uma fase que não lembro muito bem, (RS), fico pensando será que eu era infantil assim, exibicionista???
Desculpem a franqueza, se algum adolescente ler isto, mas um dia vocês compreenderão os meus motivos.
Trocar comida por lanche, por exemplo, para mim é muita ingenuidade para não dizer outra coisa!
E aí casado com uma professora de adolescente do ensino médio... Eles estão sempre por perto, outra coisa; ensino médio - eu mesmo - fiz foi segundo grau!
Não é ciúme nem velhice, é zelo, ok!
Ela sempre cercada deles, já disse que, cheguei à conclusão de que queremos ficar perto de pessoas que queremos ser?
Não acredito que ela queira rejuvenescer, pois, para mim ela lembra a mesma garota de 12 anos que achei linda num acampamento que fomos dia desses...
Ela diz que é vocação, eu não tenho mesmo é paciência, fazer o quê?
Não bastasse isto, para não ser o velho de plantão, não é velhice insisto, é que hoje tenho uma maior concepção de certo e errado, entende... Um dia vai entender!
Agora todos os finais de ano da minha vida:
Formatura, de oitava série e 3º ano do segundo grau... Quer dizer, ensino médio!!!
E, agora começou de novo a moda das festinhas de debutantes Uma amiga nossa de infância nos convidou para uma destas festinhas...
Antes de você achar que estou retrô - ela teve a filha na adolescência!!!
Quando nos chama para estas festinhas, nos dá a aparência de velhos, fomos para não sermos deselegantes.
Confesso que àquele foi um sábado cheio de detalhes, algo iria acontecer naquela noite!
Nosso cachorro que não é mais filhote resolveu fazer suas necessidades na sala.
Moramos num apartamento e temos um Schnauzer, cachorro para idoso, carinhoso, com o dono, mas ciumento e bravo e resmungão.
Fui dar uma bronca no cachorro pelo feito, jogando um chinelo nele... Errei! Acertei o vidro da sacada do apartamento e quebrei inteirinho, fui recolher o vidro cortei a mão e ainda tive que limpar a sujeira do cachorro.
Lembrei que tinha prova de inglês!
Viu... Ainda estudo inglês...
Cada sábado penso que devia ter feito isto na infância, but...
O dia estava carregado mesmo, o sono estava mais intenso, fui dormir muito tarde, por voltas das 23h da noite anterior, claro que na época da faculdade eu dormia às 02h e acordava às 06h, mas, hoje onze da noite é tarde!
E isto não quer dizer nada...
Bom...
Tínhamos a festa da filha da nossa amiga, e lá estávamos conversando sobre dores, trabalho, mortos e feridos, coisa de observadores.
Eu contava para os amigos minhas desventuras do sábado, e que ao me dirigir para a festa um velho com um carro antigo resolveu parar na minha frente no condomínio dar ré e bater na frente do meu carro.
Por isto estava irritado!
Podia até ser, mas ficar com aquele monte de adolescente de quinze anos estava me tirando do sério, queria muito ir para casa dormir!
Quando já não tinha mais motivação para ficar, uma das debutantes me disse:
- O S-E-N-H-O-R quer se sentar?
Registrei o momento....

23.9.09

Não fui culto e acabei numa roda de candomblé


Sempre tive medo de “macumbeiro”, com todo respeito -, mas fui treinado assim:
A vê-los como seres dominados por vontades demoníacas!
Tanto que retrato em “Prólogos de uma vida adulta” a história de um menino que tinha medo de “macumbeiro” e resolve desafiar o diabo;
Ao longo de toda minha vida encontro com eles - professores, chefes, amigos, namoradas, inimigos, indiferentes... Enfim, aqui é o Brasil – minha família do lado paterno; baiana, então, inevitável contato.
Na minha graduação de musicoterapia, volta e meia nossas aulas acabavam com canções e danças da cultura brasileira; que no meu catecismo presbiteriano, ou seja, europeu, mas lembrava canções que ouvia no terreiro do Carlinhos perto da casa de minha vó quando criança, que, aliás - quase me matava de tanto medo.
Um dos desejos de minha esposa era assistir um show do Barbatuque - algo da mais pura criatividade brasileira; ela me disse ao pé do ouvido, algo que pensei:
- Dá para sentir até a presença de Deus;
Muito criativo - se não o conhece, vale muito apena! Uma orquestra corporal com música puramente brasileira.
Nossa cultura cristã está totalmente europeizada, ou americanizada; utilizamos referencias gregas - estórias da mitologia e ignoramos as estórias africanas e brasileiras! O fato é que não vejo no cristianismo, criatividade parecida com a do Barbatuque!
Dias desses fiz um curso com Steve Jobs – Cristianismo Criativo – a proposta era imaginar toda arte feita por cristãos; novela, teatro, música, enfim tudo... Conclusão do curso:
- Impossível – somos preconceituosos demais.
Bom... De quebra vimos A Barca e Chico Saraiva!
Os mais famosos entre nós, fazem canções pobres e com letras muito óbvias;
Na minha conclusão de curso de musicoterapia resolvi estudar os rituais religiosos e a influência da música nas manifestações espirituais, com isso; fui obrigado a vencer meu medo – meus preconceitos, enfim, fui a todo o tipo de culto, Rosa Cruz, Santo Daime e até por último no terreiro de umbanda.
Entendi as danças, as brincadeiras e todo o ritual – acabei estudando o homossexualismo e a identidade sonora dos transexuais, por achar chato o caminho de minha dissertação!
Bom; toda esta volta é para dizer que na minha ignorância e depois de vislumbrar toda criatividade e até pensar em Deus, onde num domingo; dia de culto de santa ceia em nossa comunidade o show mencionado acabou numa grande roda de candomblé – os intelectuais paulistanos todos brincando, e cantando:
Quem não pode com mandinga não carrega patuá...

4.9.09

FEDERAÇÃO DE JOVENS.

12.09
ÀS 19h30min.
Na IPI de Jd. São Paulo


Quando ficarmos como os cartons abaixo talvez sintamos falta das federações... divirtam-se...




Nos vemos lá.
Até

1.9.09

Dica de Livro

Quando a fé se deixa manipular, pessoas viram presas fáceis de toda sorte de abuso. A confiança autêntica e sincera em Deus é gradualmente substituída pela submissão acrítica aos desmandos de lideranças despreparadas.
Carentes de acolhimento são habilmente capturados pela manipulação emocional de líderes medíocres de plantão e ambos seguem de braços dados experimentando religiosidade fútil e meritória, barganhando a todo momento com Deus.
Por ser uma religiosidade descaracterizada da adoração sincera, mais cedo ou mais tarde o castelo de cartas desmorona deixando feridas abertas pelo caminho.
É esta relação doentia que a jornalista Marília Camargo desvenda em seu primeiro livro. Uma reportagem que avança pelos meandros da igreja evangélica brasileira liderada em boa medida por pessoas embevecidas pelo próprio poder de manipular e escravizar aqueles pelos quais Cristo morreu.
Ao lidar com feridas não cicatrizadas, em seu debut literário, Marília revela a urgência de um novo tipo de liderança, não autocrática, e de um novo membro, mais confiante em Deus e menos dependente do pastor local, a fim de que o espaço da igreja seja saudável, criativo e curador.
Feridos em nome de Deus é leitura obrigatória para quem anseia por um cristianismo saudável e libertador. Uma denúncia do falso evangelho pregado por falsos cristãos; um sopro dos bons ventos da graça de Deus, que definitivamente precisa triunfar entre nós.

28.8.09

A parábola dos trabalhadores

Um proprietário de terras necessita de trabalhadores. Às seis horas ele contrata um grupo; todos concordam com o salário e são enviados ao local de trabalho. Às nove horas ele volta à agência de empregos e contrata mais alguns. E ao meio-dia ele volta, e às 15 horas torna a voltar, e às 17 horas... você já sabe. Volta outra vez.
Um aspecto quase sempre esquecido nessa história: a escolha. Você consegue compreender? Aconteceu às nove horas. Aconteceu ao meio-dia. Aconteceu às 15 horas. E o mais impressionante, aconteceu às 17 horas.
Cinco horas da tarde. Diga-me uma coisa: o que faz um trabalhador às 17 horas? A maior parte do serviço já foi feita. Os trabalhadores medíocres chegaram na hora do almoço. Os últimos aproveitáveis chegaram às 15 horas. Que tipo de trabalhador é deixado para ser escolhido às 17 horas?
Não fizeram nada o dia todo. São inexperientes. Despreparados. Incultos. Estão pendurados no degrau mais baixo da escada. São total-mente dependentes de um patrão misericordioso para lhes dar uma oportunidade que não esperavam.
Alguns de nós eram educados e espertos, mas franzinos como papel machê. Outros sequer tentavam esconder o desespero. Sorvíamos o desespero. Cheirávamos o desespero. Matávamos o desespero. Vendíamos o desespero. A vida era uma busca de emoções. Estávamos à procura de um tesouro dentro de um baú vazio em um beco sem saída.
Atenha-se a essa cena por alguns instantes. Agora responda: por que ele escolheu você? Por que ele me escolheu? Honestamente. Por quê? O que nós temos que possa interessar a ele?
Fomos escolhidos pelos mesmos motivos que os trabalhadores das 17 horas foram. Você e eu? Somos os trabalhadores das 17 horas.
Somos nós que nos encostamos na cerca do pomar fumando cigarros pelos quais não podemos pagar e apostando em um joguinho qualquer algumas cervejas que não temos condições de comprar. Trabalhadores migrantes, sem emprego e sem futuro. Na tatuagem em seu braço lê-se "Betty". Na tatuagem em meu bíceps não há nome de ninguém mas os quadris dela se projetam quando flexiono o braço. Deveríamos poder ir para casa após o apito da hora do almoço, mas nossa casa é apenas uma moradia de um cômodo onde há uma esposa nos aguardando e cuja primeira pergunta será: "Você conseguiu ou não?"
E assim esperamos. Os pequenos demais, os velhos demais.
É sobre ele que você conversará com sua esposa esta noite enquanto caminha até a mercearia com alguns trocados no bolso. "Nunca tinha visto esse camarada antes. Ele parou, abriu o vidro da camioneta e perguntou se queríamos trabalhar. O dia já estava terminando, mas ele nos disse que tinha um serviço urgente. Juro, Martha, trabalhei apenas uma hora e ele me pagou o dia integral."
"Não, não sei seu nome."
"É claro que vou procurar saber. Bom demais para ser verdade, aquele camarada."
Por que ele escolheu você? Porque quis. Afinal de contas, você pertence a ele. Foi ele quem fez você. Ele o levou até sua casa. Ele é seu dono. E certa vez, ele deu-lhe um tapinha no ombro e o fez lembrar daquele fato. Não importa quanto tempo você esperou nem quanto tempo perdeu; você lhe pertence e ele tem um lugar para você.
Max Lucado, no livro “Quando os Anjos Silenciaram”, Campinas: Editora United Press, 1999, pp. 18-21.

27.8.09

Sarmo 23

O sinhô é meu pastô e nada há de me fartá
Ele me faiz caminhá pelos verde capinzá
Ele tamém me leva pros corgos de água carma
Inda que eu tenha qui andá
nos buraco assombrado
lá pelas encruzinhada do capeta
não careço tê medo di nada
a-modo-de-quê Ele é mais forte que o “coisa-ruim”
Ele sempre nos aprepara uma boa bóia
na frente di tudo quanto é maracutaia
E é assim que um dia
quando a gente tivé mais-pra-lá-do-qui-pra-cá
nóis vai morá no rancho do sinhô
pra inté nunca mais se acabá...
AMÉIM!

Sonhos

"não desista do seu sonho, apenas vá a outra padaria". O pão que a igreja vende envelheceu...
Indecente quando pastores aumentam gritantemente seu patrimônio enquanto a maioria dos membros da igreja faz verdadeiros malabarismos financeiros para conseguir pagar o dízimo e o aluguel. Ainda mais indecente é saber que esses membros recebem doses monstruosas de ilusão, via teologia da prosperidade, para que se acostumem nessa perversa seletividade arbitrária nojenta. Afinal, se não existir o miserável, quem vai alimentar a indústria da prosperidade? E, se não existir o pastor magnata, quem vai "garantir" os resultados? Lógicas indecentes.
É indecente quando a membresia honesta das igrejas fecha os olhos e tenta se iludir chamando tudo isso de "fim dos tempos". Tudo o que os indecentes mais querem é uma escatologia do desespero, da fuga. Enquanto isso, paraísos fiscais substituem o céu por aqui. É indecente saber que não existe pecado para os que têm credencial.
É indecente cantar tanta coisa ridícula e ainda culpar o Espírito Santo pela tal inspiração (ou seria alucinação?). É indecente pagar somas astronômicas a cantores e pregadores que fazem da fé a senha de sua conta bancária obesa. A bandidagem eclesiástica é mesmo milagrosa: faz sumir seu suado dinheirinho e ainda deixa você sonhando... Não me lembro onde li essa frase, mas serve: "não desista do seu sonho, apenas vá a outra padaria". O pão que a igreja vende envelheceu...
É indecente a passividade silenciosa do povo. Por mais antigo que seja o que vou dizer, ainda precisa ser dito: o povo tem o poder! Só esquece disso. Diga não aos indecentes! Diga não a essa pulpitocracia canalha, a essa sacanagem divina, a essa pilantragem sagrada, a essa malandragem eclesiástica. Envie esse post pra todo mundo. A net é uma arma poderosa!
Não compre CD'S e DVD'S de cantores e pregadores mercenários. Não os convide para seus congressos. Há tantos cantores e pregadores honestos e abençoados "guardados" no anonimato. Não aceite tudo que os pastores dizem. Questione. Duvide. Exija explicações bíblicas genuínas. Cuidado: ano que vem é ano de eleição. Não venda seu voto! Ao invés de gastar seu dinheiro para ir aos carnavais evangélicos bizarros, contribua com orfanatos, creches, asilos, ong's, casas de recuperação, hospitais.
A teologia da indecência adora bodes expiatórios, portanto, se você quiser descarregar sua raiva em mim, vá em frente! Pode me chamar de herege (é uma honra, pois é maravilhoso ser contra essa indecência toda). Pode me chamar de rebelde (inclusive, tenho um pôster do Che bem à minha frente). Ah, se quiser pode até me mandar pro inferno, pois nesses casos, o inferno é o lugar para onde os covardes mandam os lúcidos

26.8.09

Vaticinados


Esse cartoon, feito por Mike Keefe, pode ser explicada pela afirmação do nobel de literatura José Saramago sobre o Twitter:


Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido.


Concordam?

24.8.09

Venda de espaço comercial para igrejas movimenta receita de três das cinco maiores redes de canal aberto no Brasil

As trocas de farpas entre a Record e a Rede Globo durante a programação das próprias emissoras esquentam os bastidores da televisão brasileira. Sob o argumento de que está sendo “vítima” de ataques dos meios de comunicação – em especial, da emissora da família Marinho – a Record divulgou na semana passada comunicado em que acusa a sua concorrente de “monopólio” , afirmando que a Globo pretende impedir a liberdade dos brasileiros na escolha de sua programação de TV.

Por meio do comunicado, a Record afirma que, no momento, a Igreja Universal adquire contratualmente, através de cessão de horário, durante as madrugadas, aproximadamente 180 horas de programação mensal na Rede Record, além de 150 horas mensais na Record Internacional e, ainda, 180 horas de programação na Rádio Record AM.

No último dia 10, a Justiça recebeu denúncia do Ministério Público e abriu ação criminal contra o bispo Edir Macedo (principal acionista da Record, e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus) e mais nove integrantes da igreja. Eles são acusados de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Desde então, os meios de comunicação acompanham o caso. A Globo chegou a exibir imagens antigas em que Edir Macedo “ensinava” aos pastores como doutrinar e arrecadar dinheiro. Repórteres da emissora também participaram, em sigilo, dos cultos realizados pela igreja. Com câmeras escondidas, flagraram momentos em que os pastores perguntavam aos fiéis se eles estavam dispostos a doar carros e até apartamentos.

A Central Globo de Comunicação afirma, também por comunicado, que não cabe à emissora responder agressões “gratuitas”, e que, “como é do conhecimento geral, o autor das denúncias é o Ministério Público de São Paulo”.
Faturamento
A Record disputa o segundo lugar de audiência com o SBT e tem uma estratégia agressiva para concorrer com a Rede Globo, a líder entre as TVs abertas no Brasil e que exibe mais de 16 milhões de comerciais por ano, com uma receita estimada em R$ 7,6 bilhões com publicidade.
A investigação proposta pelo Ministério Público, em que quebrou os sigilos bancários e fiscal da Universal e levantou o patrimônio acumulado por seus membros com o dinheiro de seus fiéis, revelou que o volume financeiro da igreja entre 2001 e 2008 foi de R$ 8 bilhões. A Rádio e Televisão Record aparecem em relatório que traz a lista das 51 maiores beneficiárias dos pagamentos. Até o fechamento desta edição, a emissora não retornou à solicitação da reportagem sobre o faturamento mensal da emissora obtido com a venda de espaço comercial para a igreja.
Motivo de questionamento ou não, o fato é que, com exceção da Globo e SBT, dentro dos parâmetros da lei, três das cinco maiores TVs abertas brasileiras complementam boa parte de suas receitas com a venda de espaço comercial para igrejas. Fontes do mercado afirmam que só a Band, a quarta maior do País, fatura por mês cerca de R$ 20 milhões com a venda de espaço comercial para programas religiosos. A emissora não retornou à solicitação da reportagem sobre o valor do faturamento com venda do espaço para igrejas.
A RedeTV! também comercializa espaço para igrejas, como Igreja Mundial do Poder de Deus, a própria Universal e Igreja da Graça. “Existe uma estratégia de gerar programação, incluindo a religiosa, que interesse ao público. Obviamente isso gera um recurso comercial interessante”, disse Antonio Rosa Neto, superintendente comercial da RedeTV!. O executivo também afirmou que a emissora registrou 30% de faturamento publicitário no primeiro semestre do ano.
O SBT informou que “não há interesse [em abrir espaço comercial para igrejas], uma vez que a grade do SBT está completa e atendendo a todos os targets”. A emissora afirma que cresceu 11% em faturamento publicitário no primeiro semestre do ano, em comparação ao mesmo período de 2008.
Oferta
Outra informação que circula no mercado é a de que a Igreja Universal do Reino de Deus teria oferecido à TV Globo cerca de R$ 545,3 milhões para comprar horário para exibição de programas religiosos na emissora. A igreja também teria feito um pedido em 2007 para a compra de espaço na programação da TV Globo e do SBT. “É de conhecimento do mercado publicitário e dos profissionais que atuam no segmento de televisão aberta que a Rede Globo não pratica a comercialização ou locação, para terceiros, de espaços em sua grade de programação”, destaca a Central Globo de Comunicação.







22.8.09

Filhos de Deus

O Estranho Mundo dos Pequenos Pastores
ENTREVISTA MARTINA KIX
Empresariados pelos pais, em turnê o ano inteiro e cobrando R$900 por um sermão de duas horas, pregadores mirins protagonizam um grande mercado de fé (que conta com ações de marketing sofisticadas, pôsteres, cobertura da mídia e chamadas na rádio). Se você quer que essas estrelas visitem seu templo, ainda precisa desembolsar um sinal mínimo de 150 DVDs religiosos (cerca de R$750) como garantia. Hoje existem 17 mil igrejas evangélicas no Brasil, com mais de 24 milhões de fiéis. Conversamos com os três dos mais famosos pastores mirins do país para ver o que acontece com essas crianças que abrem mão da educação e seguem o caminho lucrativo da palavra de Deus.

Ana Carolina Lucena Dias, 14 anos
Qual foi o primeiro sinal de que você teria uma missão especial com Deus?
Ana:
Quando tinha três anos, fiquei muito doente. Não me lembro exatamente o que aconteceu, mas minha mãe me contou que parei de respirar e que o meu coração parou de bater por alguns minutos. Então Deus mandou um anjo que me salvou. Renasci e comecei uma vida nova. Depois de algumas semanas, já fiz meu primeiro sermão para compartilhar esse milagre, porque queria ajudar as pessoas a também encontrar Deus.
Sua relação com Deus é diferente da que os outros católicos têm?
É meio complicado. Na Bíblia existem pessoas que são "eleitas". Por exemplo, o Sansão, o da Dalila, foi "eleito" por um profeta para ser a voz de Deus na Terra. Tenho certeza de que eu sou um desses tam­bém. Todo mundo reconhece de cara o Espírito Santo e vê que sou diferente das outras crianças porque sou médium e Deus fala através de mim.
Então, de certa forma, estou conversando com Deus agora?
Não. Só quando eu prego é que você ouve a verdadeira voz Dele.
Você tem algum treinamento religioso?
Meus pais não tiveram condição de me colocar na escola, cresci em uma favela. Estudei a Bíblia porque é o livro mais poderoso do mundo e você encontra resposta para tudo naquelas palavras. Além disso, meus pais me ensinaram a ser uma boa menina.
E qual é o papel deles na sua vida?
Eles são mais do que um pai e uma mãe: são amigos, pastores e discí­pulos. Eles preenchem todo o vazio da vida terrena porque estão sempre presentes. Tenho certeza de que Deus os mandou para me ajudar.
O que você faz quando não está pregando? Gosta de coisas que as outras crianças da sua idade também curtem?
A Bíblia diz que não preciso de folga, porque sirvo a Deus o tempo
todo. Você vai descansar quando for abençoado-e essa benção é a da morte. Então vou continuar pregando enquanto estiver na Terra.
Nunca sente falta dos seus amigos?
Ando com as crianças da minha idade na escola, mas enquanto tiver meus pais e Deus, não preciso de mais nada.
Nada de namorado?
Não. Pertenço a Deus.
E o que quer ser quando crescer?
Quero ser juíza federal, e espero ainda ter tempo para pregar a pala­vra de Deus nas ruas e favelas. Espero que Ele esteja sempre presente na minha vida, e de forma tão intensa quanto agora.
Matheus Moraes, 11 anos
Seu nascimento teve algum sinal religioso especial?
Matheus: Nasci no Rio de Janeiro, em 18 de março de 1998, depois de uma promessa. Deus mandou um profeta para a Terra, que con­tou para minha mãe que ela ia ficar grávida logo e que o bebê teria um dom muito especial, ele seria um filho de Deus.
Ela deu atenção a essas palavras?
Ela não acreditou logo de cara, porque nunca rinha conseguido engravidar. Mas, nove meses depois da aparição do profeta, eu nasci.
O que aconteceu na sequência?
Em novembro daquele ano, fiquei doente. Apareceu um vírus no meu pulmão-tive sérios problemas respiratórios e quase morri. Isso fez Deus se lembrar de seu filho perdido. Então, ele mandou o profeta de volta para me salvar.
Com quantos anos você começou a pregar?
Oficialmente, em 2003. Meus pais me contaram que eu murmurava frases da Bíblia quando era bebê-mesmo antes de saber ler. Passei a maior parte da minha infância na igreja e era muito ligado ao pastor. Um dia ele me perguntou se eu gostaria de fazer sermões, então comecei a trilhar esse caminho. Em 2006, fiz mais ou menos 250 sermões no Brasil inteiro.
Já aconteceu algum milagre, ou algo parecido, durante esses sermões?
Quando prego, as pessoas encontram Deus-e uma fé muito forte Nele pode mudar completamente uma vida. Eu me lembro de uma mulher que veio até mim e que quase não conseguia se movimentar. Orei com ela e fiz alguns sermões. Depois de sete dias ela encontrou iluminação e paz.
Você tem muitos fãs?
Tento viajar para o máximo de cidades possível. Toda vez que volto em alguma delas, sempre tem gente com faixas e pôsteres. Também me pedem autógrafo e me dão presentes. A maioria com­pra os meus DVDs, e isso é muito bom porque ganho um dinheiro e dou para os meus pais. Não preciso me preocupar com comida nem roupa. E também uso o que ganho e vou nas favelas levar pão e água para todos.
Parece que você se sente realmente destinado a cumprir um chama­do superior.
Amo o que faço, e a melhor coisa é ver as massas tacadas pela pala­vra de Deus. Meu objetivo na vida é converter o maior número de pessoas possível. Não quero ter medo de todas essas coisas ruins que estão acontecendo no mundo.
Alex Silva, 15 anos Conta para a gente a história do seu nascimento.
Alex: Quando minha mãe ficou grávida, um profeta foi para ela e disse que eu ia ser um instrumento nas mãos de Deus.
E você já está nisso há algum tempo?
Venho pregando desde os nove.
Como é a sua preparação para um sermão?
Todo pastor tem seu ritual. A primeira coisa, para mim, é não fazer nada que me estresse. A segunda é ler a passagem específica da Bíblia que quero discutir. Depois consulto livros religiosos em geral, para saber mais do assunto e pregar melhor. E o quarto passo é sempre pensar muito sobre tudo que leio. Além disso, tento descansar bem antes de um sermão-é o momento em que oro e jejuo para me encontrar com o Espírito Santo.
Existe algum programa especial de treinamento para pastores infan­tis no Brasil?
Nunca tive oportunidade de frequentar aulas de religião. Minha retó­rica, minhas pregações e minha criatividade vêm todas de Deus. Tenho minha própria motivação, o que é mais importante do que uma aula. Mas a questão é que todos começam do mesmo ponto.
Quando é que os milagres entram em jogo?
Você tem que estar ungido para realizar milagres e curas e trazer pes­soas de volta à vida, precisa converter essas almas ao Reino de Deus.
Qual foi o momento mais importante da sua vida até agora?
Vi muitos milagres de outras pessoas porque elas encontraram Deus. Cresci em um ambiente de muita pobreza e minha vida mudou com­pletamente. Deus veio até mim e me deu esse dom de espalhar sua palavra. Fiquei muito famoso em todo o Brasil e até em outros países. Toda vez que vejo alguém chorando por causa dos meus sermões, meu coração fica feliz.
E os seus pais? Qual o papel deles?
Minha mãe sempre foi uma amiga, uma parceira, uma ajudante e um porto seguro. Ela é a base da minha criação, me ajuda em tudo o que faço, me apoia e reza para Deus me abençoar onde quer que eu vá pregar.
E você tem orações próprias ...
Quando oro, converso com Deus. Fico completamente em paz e o Espírito Santo baixa em mim para que minha alma encontre paz. Se você me perguntar quanto tempo duram as minhas orações, digo que normalmente não oro por mais de cinco minutos-mas também nunca fico mais de cinco sem orar. O segredo é sempre conversar com Deus. E o que importa é como você ora.
Quando você não está orando nem pregando, o que faz?
Essa parece ser a parte divertida da entrevista. Quando não estou conversando com Deus, eu assisto à TV, às vezes leio livros ou jogo videogame. Há pouco tempo, comecei a jogar futebol e tênis com o meu amigo Waldir. Ele virou meu professor de tênis, mas para falar a verdade, prefiro futebol. Não sou muito diferente das crianças da minha idade, sou precoce só no meu dom.
Tem namorada?
Como você tem coragem de me perguntar isso? É claro que não.
Antes de subir no palco dá um nervoso?
No começo ficava muito nervoso. Não pela multidão, mas pela res­ponsabilidade espiritual. Sou um portal da voz de Deus na Terra.
Seus DVDs estão entre os mais vendidos. Imagino que deve rolar um bom dinheiro.
A maioria dos DVDs é vendida por aqui, mas quem lucra mesmo é quem pirateia. Também prego muito por todo o país. Ganho, sim, muito dinheiro, mas você precisa levar em consideração que os cus­tos do que faço são bem altos.
Ah, é? Dá um exemplo, por favor.
Para cada sermão em público, uso um terno novo. Compro muitos livros de religião e ainda tenho que pagar pela minha educação e pela minha comida. Além disso, junto com o Waldir, tento ajudar as crianças que realmente precisam, porque elas não têm auxílio ne­nhum do governo ou da igreja. No Natal e na Páscoa, todo mundo ganha presente nas favelas, porque ajudamos os mais pobres.
Qual é seu objetivo de vida?
Muito boa pergunta. Nós estamos em um mundo pessimista e mate­rialista. As pessoas vivem só para trabalhar, para arranjar comida, e arranjam comida para trabalhar mais. Venho trazer amor para todos, quero mudar o mundo. _








19.8.09

Polêmica...

João Alexandre e sua polêmica canção.

É Proibido Pensar!!!

EU Acredito em Vampiros



Eles estão entre nós! Vindos do mundo das trevas são filhos de Drácula, netos de Belzebu, o príncipe dos demônios. Abomináveis criaturas que saem das suas sepulturas para sugar o sangue dos vivos.
Mas não se engane! Desde os remotos tempos bíblicos eles já caminhavam aqui na Terra bramando como leão, buscando a quem possa tragar. Aterrorizantes e ameaçadores eles se disfarçam com aparência humana andando livremente entre nós para roubar, matar e destruir.
João Batista os chamou de "raças de víboras"; Paulo de "ministros de satanás"; João de "filhos do diabo"; o próprio Senhor Jesus os chamou de "serpentes", e também de "os filhos deste mundo" por causa de suas sagacidade.
Eles são os mestres da enganação! São semelhantes aos sepulcros de mármores branco, exteriormente parecem magníficos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.
Você já deve ter ouvido falar de alguns vampiros brasileiros: Zé Vampir, Bento Carneiro, Conde Vlad, Liz Vamp, Bóris Vladescu. Estes não passam de personagens literários para satirizar os defeitos e vícios dos verdadeiros vampiros.
Como a sanguessuga eles nunca se fartam, nunca dizem: basta! Somente: dá e dá. O filósofo alemão Friedrich Engels disse o seguinte sobre eles: "o vampiro não largará a presa enquanto houver um músculo, um nervo, uma gota de sangue a ser explorada".
Podemos encontrar esses seres hematófagos dentro das sinagogas de Satanás espalhadas pelo mundo, que na verdade são templos religiosos com o nome falso de "igreja". Seus líderes são falsos apóstolos, falsos profetas, falsos pastores e falsos mestres. Muitos estão nas rádios e nas TVs em horários nobres e pelas madrugadas (sessão terror). Escrevem livros, compõem músicas, promovem campanhas, shows e seminários. São negociadores de Deus, comerciantes da fé. Fazem qualquer negócio em busca de carne fresca para cravar os dentes e saciar a sede por sangue.
Estou falando dos indivíduos que usam a fé para enriquecerem à custa alheia e por meios ilícitos. Como vampiros, vivem somente de sugar o dinheiro alheio. A doutrina do dízimo de Malaquias 3:8 serve apenas para aliviar momentaneamente seus apetites. Mal sacia a sede dos vampiros por Mamom. A oferta pela qual os membros de uma religião oferecem ao vampiro o fruto do seu trabalho prova preto no branco, por assim dizer, de que dispuseram livremente de si mesmos. Mas concluído o negócio, descobre-se que eles não eram 'ofertantes livres', que o momento no qual deram como oferta o dinheiro foi o momento no qual foram forçados a ofertá-los, que de fato os vampiros não largarão a presa enquanto houver um músculo, um nervo, uma gota de sangue a ser explorada.
Sejamos totalmente consciente, sóbrios e lúcidos de que a verdadeira religião está firmemente edificada no amor de Deus oferecido a todos gratuitamente através de Jesus Cristo. Que a oferta e o sacrifício que agrada a Deus é o culto que faz uso da razão. E que o amor ao dinheiro é idolatria a Mamom (riquezas), e que não podemos servir a Deus e as riquezas (Mamom).

"Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele." (I João 2:15)